E para começar aqui vai uma notícia de caracter muito regional :)
Columbofilia: Uma paixão que não se explicaSão apaixonados pelos pombos-correios e dedicam grande parte do dia a tratar deles. Os columbófilos vivem uma paixão que não conseguem explicar a quem está de fora.

A secção columbófila da ACR de Santa Cita entregou no passado domingo, 9 de Setembro, os troféus aos vencedores das várias provas realizadas pela colectividade. Antes da entrega dos vários prémios realizou-se o “leilão do borracho”, que na linguagem columbófila significa pombo novo e com potencial vencedor. Os pombos foram arrematados por 100, 60 e 30 euros.
O “leiloeiro do borracho”, Manuel Carlos da Costa já faz leilões de pombos há 20 anos e recorda-se de já ter leiloado um pombo por quase 300 contos. “O ano passado, num leilão nos Riachos vendi um pombo por 275 contos. Há quem goste de carros, há quem goste de mulheres… e há quem goste de pombos”, refere este columbófilo.
“Quem gosta disto não tem palavras. A pessoa tem que nascer para isto senão não consegue chegar a lado nenhum”, refere Vítor Fontes que no passado domingo recebeu vários troféus na sede columbófila da ACR de Santa Cita.
“Desde os 16 anos que entrei neste mundo, através de pessoas conhecidas que, infelizmente, já estão falecidas… Dai nasceu o vício e espero continuar por muito mais anos”, contou ao nosso jornal.
Actualmente, Vítor Fontes tem uma colónia de 180 pombos o que o obriga a uma grande dedicação. “São quase 24 horas por dia, 365 dias por ano. Todo o columbófilo que não enveredar por este método de trabalho não faz nada. E temos que ser radicais. Os pombos que são bons são bons os outros, medíocres, são abatidos”, aponta.
Um hobbie que também não fica barato. “Temos que ir adquirir pombos vindos de fora do país, da Holanda e da Bélgica. Estes prémios são a recompensa de um ano de trabalho. Fazemos também grandes amigos em toda a parte do país graças aos pombos, o que é sempre bom”, acrescenta.